• Thiago Barreira

Estudar ou Jogar Futebol? Os Dois!


Você sabe qual a escolaridade dos jogadores de futebol no Brasil? Entenda por que o sistema de formação esportiva nos EUA se diferencia nesse ponto.

Se fizermos uma rápida pesquisa nas ruas perguntando as pessoas se estudar é importante, certamente a grande maioria irá dizer que sim. E realmente o grau de escolaridade da população brasileira tem aumentado ao longo dos anos. Os pais que antigamente tinham dificuldades de acesso à educação têm cobrado e apoiado os seus filhos a estudar. Mas se perguntássemos a essas mesmas pessoas se para um jogador de futebol estudar é importante, o que diriam? E se fizermos essa mesma pesquisa entre os jogadores de futebol daqui, qual você acha que seria a resposta?



Apesar da opinião do senso comum no Brasil de que estudar é necessário e importante, essa opinião parece mudar quando se trata de atletas e em especial para os jogadores de futebol. Têm se a ideia de que esses jogadores ficarão milionários por meio do esporte, terão casas luxuosas, carro, dinheiro, condição então para sustentar os filhos e ter uma vida melhor. Com tudo isso, o estudar não parece tão importante para o senso comum. Digo isso por já ter sido atleta e treinador de categorias de base no Brasil e não é raro ouvir esse discurso dos atletas, e pior, dos pais dos atletas.

Mas será mesmo?

Para a grande maioria dos atletas que alcançam o futebol profissional no Brasil essa não é a realidade. Segundo dados divulgados pela CBF, 83,3% dos jogadores com registro profissional no Brasil ganham até mil reais por mês e por volta de 4% apenas dos jogadores de futebol ganham mais de 5 mil reais. Esses números nos causam muita estranheza, porque nós estamos acostumados a considerar apenas os grandes jogadores dos grandes clubes da série A, mas eles são a exceção e não a regra. Podemos brincar e fazer uma analogia a uma outra profissão. Pegaremos uma que tem uma visão bem diferente do senso comum, os lixeiros. Gosto de perguntas, então lhe farei mais uma: você acha que a maioria dos jogadores de futebol ganham mais ou menos do que a maioria dos lixeiros no Brasil?



Acredito que você errou! Se pagarmos a maioria dos jogadores de futebol no Brasil e a maioria dos lixeiros, os lixeiros ganham mais! Segundo o site do SINE (Sistema Nacional de Emprego) um lixeiro classificado como júnior e que trabalha em uma grande empresa tem uma média salarial de R$ 1561,03. Então se considerarmos os valores apontados por esses dois grandes órgãos, podemos concluir que a maioria dos jogadores de futebol (83,3%) recebem menos do que os lixeiros. Matemática simples 1561,03 > 1000,00. Mas ninguém apoiaria o seu filho a deixar de estudar para tentar trabalhar de lixeiro, até porque para o cargo é exigido escolaridade e precisar fazer a prova do concurso.

Mas para o futebol é bastante comum vermos os jovens jogadores abandonarem a escola para se dedicar somente aos treinos e jogos. Muitas das vezes com o apoio dos pais, que veem nessa opção a possibilidade da independência financeira da família, provavelmente por desconhecer o cenário apresentado acima. O resultado é que os jovens jogadores chegam ao ciclo final de preparação, ao Sub 20, na maioria das vezes sem ter terminado sequer o ensino médio.

Para se ter uma ideia do impacto desse pensamento, outra ilustração:

Você sabe qual é o grau de escolaridade do Neymar?


O maior ícone do esporte brasileiro, um dos melhores e mais badalados jogadores de futebol do mundo não conseguiu sequer terminar o ensino médio. O jogador teve que abandonar os estudos quando subiu para o time de profissionais do Santos, ficando impossível conciliar a rotina de treinos e jogos aos estudos.

O grande problema de abandonar os estudos é que a grande maioria não consegue chegar a ser um jogador profissional. Chegam jovens aos montes para os clubes, e quase todos são dispensados. Se pegarmos a proporção dos jogadores que fazem testes, chegam a compor a equipe das diferentes categorias de base e relacionarmos com os que chegam a ser profissionais, certamente teremos mais candidatos por vaga do que qualquer vestibular para medicina. E se como disse antes a realidade para os que virão jogadores de futebol profissional no Brasil não é tão boa quanto se pensa, qual será então o futuro daqueles que mesmo abrindo mão dos estudos não conseguirem se tornar um jogador profissional?



Nos EUA essa situação é bastante diferente. A base da formação esportiva não é clubista como funciona no Brasil. A iniciação esportiva e seleção de talentos pode ser dividida em duas formas, a iniciação clubista e a iniciação escolar. A primeira muito usada nos países em desenvolvimento e no nosso pais, está centralizada nos clubes e escolinhas. Já a iniciação esportiva escolar, usada em países como EUA e Japão, a formação para o alto rendimento esportivo começa e continua na escola formal, se estendendo até a idade universitária. Ou seja, lá os clubes não trabalham com categorias de base como é feito aqui. Os jovens treinam e praticam os esportes, vários deles, durante a sua vida escolar. O então estudante-atleta joga pelo high school (equivalente ao ensino médio aqui), depois na universidade e no fim desse ciclo ele é escolhido pelas equipes profissionais, processo conhecido como draft.

Então, por quê buscar uma oportunidade de intercâmbio esportivo nos EUA? Porque você que é pai deve incentivar o seu filho nesse sentido?

Existem vantagens do sistema educacional adotado lá. Os jovens se mantêm nos estudos e não tem a sua preparação esportiva prejudicada. Muitas das universidades possuem estruturas físicas e condições de treino melhores que os clubes brasileiros. Além disso no fim desse ciclo o estudante-atleta ao se tornar um jogador profissional, terá também um diploma de curso superior em mãos.

Caso não seja escolhido para o esporte profissional o jovem terá estudos e uma profissão a seguir. Como um exemplo da diferença dos dois modelos, do time titular da seleção feminina de futebol dos EUA, que disputou as Olimpíadas do Rio 2016, apenas uma jogadora não possuía um diploma universitário. Um contraste com a realidade brasileira, onde apenas 2% de todos atletas, que jogaram a série A do Campeonato Brasileiro nesse mesmo período, se formaram, estão cursando ou chegaram a estudar em alguma instituição de curso superior.

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